O aleitamento materno é essencial para o crescimento saudável do bebê. Afinal, o leite materno oferece todos os nutrientes e proteínas necessários para o desenvolvimento físico, emocional e imunológico nos primeiros meses de vida. Além disso, esse é um momento único, que estabelece um profundo vínculo afetivo entre a mãe e o filho. Aqui, falarei sobre o conceito de aleitamento materno, seus benefícios para o bebê e para a mãe, as fases e também sobre os tipos de aleitamento. Continue a leitura para saber mais!
O que é aleitamento materno?
O aleitamento materno é o ato de alimentar um bebê com o leite produzido pela mãe, ou seja, o leite materno. Esse tipo de amamentação pode ser feito colocando a criança diretamente no seio da mãe ou oferecido com uma colher, uma mamadeira ou copo pequeno.
A Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida do bebê, isto é, não introduzir nenhum outro tipo de alimento, mesmo que sejam líquidos.Após os seis meses pode-se complementar a alimentação com alguns alimentos sólidos, mas é recomendado continuar oferecendo o leite materno até, pelo menos, dois anos de idade¹.
O leite materno é suficiente, porque ele vai passando por transformações conforme o bebê vai crescendo e tendo outras necessidades. Possui todos os nutrientes, vitaminas, proteínas, gorduras, minerais e carboidratos adequados para um desenvolvimento saudável. Ainda, auxilia na produção e evolução do sistema imunológico, além de prevenir algumas doenças, infecções e alergias. Aproveite para conferir o material sobre APLV em bebês: guia da alergia à proteína do leite de vaca

Por que o aleitamento materno é importante?
O aleitamento materno é extremamente importante porque proporciona vários benefícios tanto para o bebê quanto para a mãe.
| Benefícios para a criança | Benefícios para a mãe |
|---|---|
| Nutrição correta: o leite materno fornece todos os nutrientes necessários nos primeiros meses de vida. | Melhor recuperação: diminui as chances de hemorragia e depressão pós parto. |
| Proteção contra doenças: no leite estão presentes anticorpos e células imunológicas que protegem o bebê. | Proteção contra doenças: diminuição de chances de obesidade e prevenção de câncer de mama, útero e ovários. |
| Desenvolvimento correto: mamar ajuda no desenvolvimento da face e na respiração. | Tempo de qualidade: conexão com o bebê. |
| Benefícios de longo prazo: menor risco de desenvolver obesidade, diabetes e alergias na vida adulta. | Praticidade e economia: o leite materno está sempre disponível, na temperatura certa e não precisa de nenhum tipo de preparação. |
| Vínculo emocional com a mãe: contribui no desenvolvimento saudável da criança. |
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Qual a diferença de aleitamento materno e amamentação?
A principal diferença entre aleitamento materno e amamentação é que no aleitamento a alimentação é feita exclusivamente com leite materno, enquanto a amamentação envolve outros tipos de alimentação, como a fórmula. Veja com mais detalhes:
- Aleitamento materno: refere-se ao ato de alimentar um bebê ou uma criança pequena exclusivamente com leite materno, independentemente de ser direto do seio ou por outros métodos, como uso de mamadeiras, copos e colheres;
- Amamentação: é um termo mais abrangente, porque engloba tanto a alimentação com leite materno, quanto com outros tipos de alimento, como a fórmula infantil.
A fórmula é um meio de auxiliar a mãe que pode ter algum tipo de dificuldade na produção de leite. Mas você sabia que esse problema pode ser solucionado?Confira dicas de como aumentar a produção de leite materno!
Técnica do “C” do aleitamento materno
A técnica “C” do aleitamento materno é uma forma de segurar a mama, para que a aréola fique livre e mais aparente. Essa técnica é útil principalmente quando a mãe tem mamilos planos ou invertidos, ou quando o bebê tem dificuldade em fazer a pega correta no seio. A mãe precisa posicionar o polegar acima da aréola e o indicador abaixo dela, formando a letra “C”. Uma dica importante é que a boca do bebê é que deve ser levada para perto do seio, não o contrário. Quando a criança estiver mamando é essencial que ela esteja com a boca bem aberta, com o lábio inferior virado para fora e o queixo tocando a mama. Dessa forma, o bebê irá abocanhar quase toda a aréola, não somente o bico do seio, o que proporcionará uma melhor pega e maior conforto para ambos. Para te ajudar ainda mais nas questões de fazer a pega correta na amamentação, clique e confira!
Fases do aleitamento materno
Existem três fases do aleitamento materno, que correspondem às diferentes necessidades do bebê conforme ele vai crescendo e se desenvolvendo.
Colostro
O colostro é um líquido amarelado/transparente e espesso, com alta concentração de anticorpos, proteínas, vitaminas e minerais, produzido pela mãe durante os primeiros cinco dias depois do nascimento da criança. Ajuda a fortalecer o sistema imunológico do recém-nascido e possui propriedades laxativas que auxiliam na eliminação do cocô. Nessa primeira fase o bebê mama pouco, porque seu estômago é muito pequeno. Então as mamadas são frequentes, mas bem curtas. Com a intenção de estimular os hormônios da produção de leite, é recomendado o início do aleitamento logo após o parto. Desse modo, quanto mais o bebê mamar, mais leite vai ser produzido.
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Leite de transição
De acordo com o Ministério da Saúde, o leite materno passa por transformações de acordo com cada etapa de desenvolvimento do bebê². Dessa forma, nessa etapa o leite é rico em gorduras e carboidratos e tem aparência mais clara, densa e volumosa. O leite de transição é produzido do 6º ao 15º depois do nascimento, sendo que a mãe consegue produzir de 600 a 700 ml por dia. Nessa etapa, o bebê precisa ser alimentado em maiores quantidades e ter um maior equilíbrio dos nutrientes.
Leite maduro
Com aparência consistente e esbranquiçada, o leite maduro tem uma composição equilibrada de gorduras, carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais. Ele começa a ser produzido a partir do 25º dia e continua por todo o período em que ainda ocorrer amamentação, atendendo as necessidades nutricionais do bebê em constante crescimento e adaptando-se às suas demandas específicas. É importante comentar que não existe “leite fraco”. A mãe produz o tipo e a quantidade leite que se adequa a cada fase da vida da criança.
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5 tipos de aleitamento materno
A Organização Mundial da Saúde adota cinco tipos de técnicas de aleitamento materno.
- Aleitamento materno: quando a criança recebe leite materno, seja ele direto do seio ou ordenhado, por meio de mamadeira, por exemplo. Não se leva em consideração se ele recebe ou não outros alimentos.
- Aleitamento materno exclusivo (AME): se refere à alimentação única e exclusiva de leite materno, seja ele direto do seio ou ordenhado. Também pode ser leite humano de outra fonte, como o leite doado por outra mãe. Ou seja, não há adição de sólidos ou mesmo de outros líquidos.
- Aleitamento materno predominante (AMP): a criança recebe outros líquidos, como água, além do leite materno, que continua sendo a principal fonte alimentícia.
- Aleitamento materno complementado: é aquele em que a criança ainda tem o leite materno como principal, mas também recebe outros líquidos e sólidos e semissólidos. Os outros alimentos são apenas para complementar, não substituir o leite.
- Aleitamento materno misto ou parcial: a criança tem acesso ao leite materno e a outros tipos de leite, por exemplo o leite de vaca.
É importante destacar que cada mãe e cada bebê são únicos! Nem sempre o aleitamento materno é possível ou adequado para todas as famílias. Nesses casos, as fórmulas infantis adequadas podem ser uma alternativa segura e saudável. Se achar que esse é o caso do seu bebê, consulte um profissional da saúde para ter o suporte adequado para sua situação. Para quaisquer outras dúvidas, temos um guia completo para as mães sobre amamentação. Você pode acessar quando quiser e precisar.
- SAÚDE DA CRIANÇA: Nutrição Infantil Aleitamento Materno e Alimentação Complementar. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_nutricao_aleitamento_alimentacao.pdf
- Leite materno passa por transformações de acordo com cada etapa de desenvolvimento do bebê. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/agosto/leite-materno-passa-por-transformacoes-de-acordo-com-cada-etapa-de-desenvolvimento-do-bebe
Cris Duarte é mãe, psicóloga e uma das responsáveis pela popularização das fraldas de pano no Brasil. Formada em Psicologia, desde 1984, trabalhou em pré-escolas e no Agapanto (Grupo Especializado em Educação), com desenvolvimento de crianças e adolescentes e orientação de pais e educadores. Desde que decidiu ser mãe, tinha a certeza de que não usaria fraldas descartáveis, principalmente pelas questões ecológicas e conforto do bebê. Naquela ocasião, por volta de 2003/ 2004, nem se falava em fraldas de pano modernas, e o que ela pensava era usar aquelas antigas mesmo, com calça plástica. Em 2007, ela e sua irmã Mônica, descobriram as fraldas ecológicas – versão muito mais prática e durável do que as antigas – e juntas, resolveram pesquisar e empreender.
Um fato curioso é que Cris esperou sua filha durante 6 anos e 10 meses, que chegou por adoção, bem quando a Dipano ainda era um bebê, em 2010. Hoje, Cris Duarte também é autora do blog Dipano, e aqui compartilha artigos exclusivos que ajudam pais e mães de todo o Brasil a terem uma vida muito mais fácil e ecológica.