APLV em bebês: guia da alergia à proteína do leite de vaca

Uma mulher alimenta um bebê com uma colher, demonstrando carinho e cuidado durante a refeição.

A fase inicial da vida de um bebê é o momento em que as particularidades do seu organismo começam a se manifestar, certo?

Entre as diversas controvérsias que podem acontecer nos primeiros momentos de vida, é comum que os pais descubram algumas alergias — como a alergia a fraldas.

Isso é resultado do organismo recém formado do bebê reagindo ao entrar em contato, pela primeira vez, com substâncias estranhas, que podem ser rejeitadas por seu sistema imunológico.

Uma bem famosa é a Alergia à Proteína do Leite de Vaca, conhecida como APLV, que atinge cerca de 2 em cada 8 crianças em seu primeiro ano de vida, após o contato com as proteínas presentes em fórmulas ou no leite materno.

As reações do organismo à APLV podem se manifestar de forma leve ou grave por meio de sintomas de pele, respiratórios ou digestivos. Para conhecê-los e saber o que fazer em um quadro de APLV, continue a leitura!

O que é APLV em recém-nascido?

A APLV em bebês recém-nascidos é um tipo de alergia alimentar causada pelas reações do sistema imunológico do bebê ao contato com as proteínas do leite de vaca e seus derivados (queijo, iogurte e assim por diante). Um problema cada vez mais recorrente, que pode desencadear sintomas por meio de qualquer quantidade ingerida.

Talvez você esteja se perguntando: “por que eu deveria me preocupar com a APLV em bebês recém-nascidos, se eles se alimentam exclusivamente do leite materno?”.

Bem, lembre-se que tudo que a mãe consome é transmitido para a sua produção de leite, podendo afetar mesmo aqueles bebes que não consomem o leite de vaca propriamente dito.

O que causa APLV no bebê?

A Alergia à Proteína do Leite de Vaca pode se manifestar nos bebês e crianças que consomem leite de vaca e até mesmo naqueles que se alimentam exclusivamente do leite materno por conta da alimentação da mãe, certo?

Quando pensamos sobre as causas, o primeiro ponto que pode justificar essa reação é o organismo imaturo dos bebês reagindo ao primeiro contato com substâncias estranhas ou, ainda, uma predisposição genética.

Além disso, até mesmo nos jovens e adultos esse tipo de alergia aos derivados do leite vem se tornando comum. Então, é sempre bom saber sobre o tema.

Quais são os sintomas de um bebê com APLV?

Existem diversos sintomas do APLV, eles podem ser divididos em: digestivos, respiratórios, cutâneos (de pele) e gerais.

Para um diagnóstico precoce, é muito importante tomar conhecimento sobre todos eles para observar o seu bebê e descobrir o mais cedo possível se ele tem esse tipo de alergia.

Veja os principais sintomas:

Sintomas digestivos de um bebê com APLV

  • Falta de apetite;
  • Dificuldade para engolir;
  • Dificuldade na digestão;
  • Saciedade mesmo com a baixa ingestão de alimentos;
  • Golfos e vômitos frequentes;
  • Cólicas intensas;
  • Diarreias;
  • Presença de muco ou sangue nas fezes do bebê;
  • Assaduras no anus.

Sintomas cutâneos de um recém-nascido com APLV

  • Descamação da pele;
  • Ressecamento da pele;
  • Presença de feridas ou secreções na pele;
  • Inchaço nos lábios e/ou nas pálpebras;
  • Coceira na pele.

Sintomas respiratórios de um bebê com APLV

  • Respiração pesada;
  • Tosse;
  • Chiados;
  • Coriza;
  • Obstrução nasal.

Sintomas gerais de um recém-nascido com APLV

  • Dificuldade para ganhar peso;
  • Baixo crescimento;
  • Anafilaxia (inchaço facial).

Vale salientar que os sintomas mencionados podem estar relacionados a outros problemas. Por isso, é essencial buscar um especialista quando houver desconfiança de uma alergia alimentar.

Como diagnosticar APLV em bebês?

O diagnóstico de um quadro de APLV pode ser complexo no início da doença, já que muitos dos sintomas estão relacionados a outros distúrbios e os sintomas podem diferir de uma criança para a outra.

Por isso, o que a família deve fazer é se informar sobre os sintomas, observar a criança e considerar históricos familiares.

Caso surja a desconfiança, procure um pediatra especializado em alergias e mencione os sintomas para receber um diagnóstico conclusivo!

O que fazer quando o bebê tem APLV?

Após o diagnóstico da APLV no seu bebê, é hora de adquirir novos hábitos de consumo e partir para o tratamento. Apesar dos sintomas e da manifestação bastante variável, a base do tratamento é sempre a mesma.

Se você é mãe e seu bebê consome leite materno, deve retirar imediatamente, e por completo, os alimentos com derivados do leite de vaca, tanto da sua alimentação, quando da alimentação do bebê.

Para isso, atente-se aos ingredientes das receitas e a uma possível contaminação cruzada. Cuidados com as massas, bolos, pães e mingaus.

É válido mencionar que existem diversas opções de leites vegetais e similares que podem substituir o leite de vaca nos preparos!

APLV tem tratamento?

Se seu filho recebeu um diagnóstico de APLV, não se desespere! Existe tratamento para os sintomas dessa alergia.

Consiste na exclusão do leite de vaca e seus derivados da alimentação da criança e da mãe, quando o bebê consome leite materno.

Para isso, é importante que você saiba ler rótulos para investigar a composição dos alimentos industrializados! Se possível, tenha uma dieta mais natural, a qual é sempre mais segura!

Quais são as consequências da APLV não tratada?

Quando não tratada, a APLV compromete o bem-estar e a saúde do bebê, podendo prejudicar sua respiração, o bom funcionamento do sistema digestório e a saúde da pele.

Além disso, ele pode causar déficit nutricional e má absorção de energia em função das diarreias e vômitos que podem ser recorrentes.

Contudo, o leite de vaca é um dos alimentos que mais causam alergia em crianças e, por isso, a recomendação geral é que o consumo de leite e derivados só seja introduzido na alimentação dos bebês após o primeiro ano de vida.

Agora que você conhece os principais sintomas da APLV, atente-se. Em caso de manifestação de sintomas semelhantes aos mencionados aqui, procure um médico!

Aproveite para complementar a leitura de hoje conferindo algumas dicas do que fazer quando o bebê está agitado e nervoso!

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