Os pais e os cuidadores de uma criança acompanharam todo o desenvolvimento dos primeiros meses do bebê, desde a primeira troca de fralda até os primeiros passos. Chegada a fase dos dois anos e meio e três anos, os desafios não param. Agora, é hora de decidir entre a transição do berço para a caminha.
Essa é uma alteração significativa na vida da criança e dos pais também. A modificação pode gerar dúvidas e receios válidos com relação à segurança. Por isso, a Dipano selecionou tudo que você precisa saber sobre o assunto: quando é a hora certa e como mudar a criança do berço para a cama. Venha descobrir tudo!
Como saber se chegou o momento de trocar o berço pela caminha?
Geralmente, a troca do berço para a caminha ocorre entre dois e três anos. Embora seja uma faixa etária recomendada, não há imposições de quando realizar essa mudança. É importante considerar o desenvolvimento físico e mental para fazer a transição.
Por exemplo, não é indicado que bebês menores de um ano vão para a caminha porque eles ainda não possuem controle dos seus movimentos. A mudança pode representar um risco à segurança da criança. Acima disso, é possível notar esses sinais que explicaremos agora:
O bebê começa a escalar ou sair do berço
Se os flagrantes de pegar o bebê escalando o berço já se tornaram frequentes, então talvez seja hora de se planejar para mudá-lo para a caminha. Realizar esse movimento demonstra o estágio avançado de desenvolvimento da criança, na qual ela busca mais liberdade para se mexer.
Aqui, a transição do berço para a caminha se torna necessária para resguardar a segurança. Afinal, isso pode representar um risco de queda na hora em que a criança tenta sair do berço ou mesmo se desequilibrar e cair no chão. A cama com barreiras laterais se torna a melhor escolha neste caso!
O bebê apresenta resistência ou desconforto para dormir
Um dos desafios de fazer o bebê dormir a noite toda pode ser o próprio berço. Quando a criança começa a demonstrar resistência ou desconforto para permanecer no colchão, é um sinal claro para mudá-lo para a caminha. À medida que ocorre o desenvolvimento infantil, o berço pode se tornar um espaço limitado e incômodo, tanto fisicamente quanto emocionalmente.
A cama pode apresentar uma série de benefícios nesse caso, principalmente pela aquisição de mais espaço, já que existe a possibilidade de a criança se movimentar melhor durante a noite. Uma dica aqui é vestir o bebê para dormir adequadamente, algo que proporciona mais conforto para um descanso profundo.
O espaço do berço já está pequeno
O tamanho é um dos principais indicativos de que chegou a hora de mudar o bebê para a caminha, pois demonstra que a criança está crescendo e precisa de mais espaço. A cama pode ser o ambiente adequado para favorecer, inclusive, a qualidade do sono.
5 passos para realizar a transição do berço para a cama
Sabemos que o momento de trocar o berço por uma cama é uma mudança significativa tanto para os pais quanto para as crianças. Esse momento pode trazer incertezas e receios, mas existem algumas dicas para você fazer essa transição de maneira tranquila; saiba quais são:
1. Mostre empolgação ao anunciar a mudança
Os pais e os cuidadores possuem papéis muito importantes na vida das crianças. Elas levam muito a sério o que os adultos falam e como agem. Sendo assim, demonstrar empolgação ao anunciar que pretende fazer a mudança é muito importante para passar otimismo.
Ao fazer isso, a criança associa a mudança como algo positivo e estranhará menos a troca. Use uma abordagem alegre, que envolva o bebê na conversa. Inclua afirmações como:
- Você vai ter uma cama nova agora! Vai ser muito divertido dormir nela, você vai adorar;
- Você está crescendo, chegou a hora de dormir em uma cama grande. Vai ser divertido escolher o que colocar nela;
- Agora, você vai ter um lugar grande e todo seu para dormir. Sua nova cama será confortável, você vai adorar.
- Quero que ajude para podermos escolher uma cama do seu gosto.
Note que, no último exemplo, instigamos a participação dela através da opinião. É muito importante que a criança sinta que essa mudança não é uma imposição, mas uma transformação benéfica para o conforto dela. Essa é uma ótima estratégia para suavizar a transição do local para dormir!
Já que estamos falando de rotina, aproveite para descobrir o que é a hora da bruxa e como evitá-la. Esse choro rotineiro coloca em risco a qualidade do sono dos bebês e pode atrapalhar o descanso noturno dos pais.
2. Insira a caminha gradualmente
As crianças estão em constante desenvolvimento físico e cognitivo. A inserção da caminha gradualmente na rotina da criança pode ajudá-la a se adaptar com tranquilidade e até segurança. Uma troca repentina pode ser assustadora e impactante. Comece colocando a caminha no mesmo local do berço. Caso for mudar de cômodo, acostume o bebê ao novo espaço brincando com ele lá.
3. Garanta a segurança para crianças menores ou agitadas
As grades são a principal mudança entre o berço e a caminha e também o principal motivo de preocupação dos pais e dos responsáveis. Para garantir a segurança, use protetores laterais que criam uma espécie de cerca no móvel, garantindo que as crianças não caiam. Outra dica é evitar cama e colchão altos para, caso ocorra uma queda, não ser grave.
4. Mantenha a rotina de sono
Existem diferentes hábitos para cada idade. Há, por exemplo, a rotina ideal para crianças de dois anos, que traz costumes que atendem às necessidades dessa faixa etária. Em todos os casos, é importante manter uma rotina infantil de sono para favorecer o desenvolvimento do autocontrole e a independência.
5. Seja paciente ao realizar a mudança
A transição do berço para a caminha é um processo particular para cada um. É possível que não haja nenhuma problemática no caminho, assim como também pode ocorrer de ter dificuldades na adaptação. Por isso, seja compreensivo e paciente, sempre demonstre segurança e apresente os benefícios daquela troca para manter o otimismo nas alturas.
Chegamos ao fim do nosso guia para fazer a transição do berço para a caminha. Por aqui, explicamos como entender qual é o melhor momento e os passos para realizar a troca. Aproveite para descobrir sobre a mamada dos sonhos, essa é uma estratégia para fazer com que o bebê durma mais e melhor.
Até mais!

Cris Duarte é mãe, psicóloga e uma das responsáveis pela popularização das fraldas de pano no Brasil. Formada em Psicologia, desde 1984, trabalhou em pré-escolas e no Agapanto (Grupo Especializado em Educação), com desenvolvimento de crianças e adolescentes e orientação de pais e educadores. Desde que decidiu ser mãe, tinha a certeza de que não usaria fraldas descartáveis, principalmente pelas questões ecológicas e conforto do bebê. Naquela ocasião, por volta de 2003/ 2004, nem se falava em fraldas de pano modernas, e o que ela pensava era usar aquelas antigas mesmo, com calça plástica. Em 2007, ela e sua irmã Mônica, descobriram as fraldas ecológicas – versão muito mais prática e durável do que as antigas – e juntas, resolveram pesquisar e empreender.
Um fato curioso é que Cris esperou sua filha durante 6 anos e 10 meses, que chegou por adoção, bem quando a Dipano ainda era um bebê, em 2010. Hoje, Cris Duarte também é autora do blog Dipano, e aqui compartilha artigos exclusivos que ajudam pais e mães de todo o Brasil a terem uma vida muito mais fácil e ecológica.