Primeiros sintomas de gravidez: saiba como reconhecê-los!

Ilustração de mulher demonstrando os primeiros sintomas da gravidez.

As mulheres recebem diversos sinais do seu corpo sobre uma possível gravidez. Isso porque, acontecem mudanças hormonais significativas. Essas alterações refletem diretamente no corpo e emocional da mulher. Mas não é sempre que conseguimos interpretar todas essas mensagens que o nosso corpo está nos passando.

Hoje vamos apresentar sintomas que são recorrentes a esse período, para que você possa conhecê-los e entender melhor o que pode ser ou pode NÃO ser um sinal de gravidez. Iremos listar os principais sintomas e sinais já notados nas primeiras semanas.

1. Menstruação atrasada

A ausência do período menstrual é talvez o sintoma mais “óbvio” e conhecido que sinaliza uma gravidez. Durante a gestação, a mulher não menstrua, tornando o atraso menstrual um indicador “fácil” para suspeitar de uma possível gravidez.

Mulheres com ciclos menstruais mais regulares tendem a perceber essa alteração com maior facilidade. No entanto, para aquelas com menstruação irregular, identificar a gravidez pode ser mais complicado.

Nesses casos, é altamente recomendado buscar a orientação de um ginecologista para uma avaliação mais precisa e determinar se o atraso é decorrente de um ciclo irregular ou se pode realmente indicar uma gravidez. Um profissional de saúde pode fornecer as informações necessárias e realizar os exames adequados para esclarecer a situação.

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2. Mudanças no apetite

É comum ocorrer uma mudança no apetite durante o primeiro trimestre da gravidez, podendo estar relacionada à necessidade de nutrientes adicionais no corpo da mulher devido à gestação. Essa alteração pode influenciar a forma como a mãe se alimenta de diferentes maneiras, como o desejo de experimentar comidas novas ou incomuns e um aumento na vontade de comer.

Embora esse apetite peculiar e/ou aumentado seja normal durante a gravidez, é importante que a gestante exerça um certo controle. O acompanhamento com um nutricionista é altamente recomendado, pois isso garante uma alimentação adequada e uma nutrição adequada tanto para o embrião quanto para a própria mãe.

Ao receber orientações do nutricionista, a gestante pode garantir que está obtendo os nutrientes necessários para apoiar o desenvolvimento saudável do bebê, bem como manter sua própria saúde durante esse período crucial.

Um plano alimentar equilibrado e personalizado pode ajudar a atender às necessidades nutricionais específicas da gravidez e minimizar quaisquer efeitos indesejados causados por hábitos alimentares descontrolados.

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3. Náuseas e/ou vômitos

Apesar de serem sintomas que podem ocorrer em outras condições, a náusea e o vômito são alguns dos principais indicadores da gravidez que merecem nossa atenção. Normalmente, esses sintomas surgem, especialmente pela manhã, após a 6ª semana de gestação e podem persistir durante toda a gravidez.

Contudo, a partir do final do primeiro trimestre, é fundamental monitorar constantemente esses sintomas e suas intensidades. Em alguns casos, eles podem estar relacionados a uma condição mais grave conhecida como hiperêmese gravídica.

Identificar esses sinais precocemente é crucial, já que, se negligenciados, podem resultar em complicações sérias para a saúde do bebê e/ou da mãe, podendo até mesmo levar à morte.

Portanto, ao perceber qualquer agravamento das náuseas e vômitos durante a gravidez, é importante buscar imediatamente a orientação de um profissional de saúde para uma avaliação adequada e tratamento adequado, garantindo assim a saúde e bem-estar da mãe e do bebê.

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4. Cólicas

É normal experimentar cólicas esporádicas nas primeiras semanas da gestação. O útero está passando por um processo de desenvolvimento e adaptação para acomodar o novo corpo em crescimento, tornando as cólicas uma resposta natural às mudanças ocorridas no corpo.

No entanto, é crucial prestar atenção especial a dores fortes. Cólicas intensas podem ser um sinal de condições mais sérias, como descolamento de placenta, gravidez ectópica (quando o embrião se desenvolve fora da cavidade uterina) ou outros problemas.

Nesses casos, é fundamental buscar atenção médica imediata. Não se deve ignorar dores fortes ou persistentes durante a gravidez, pois o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem fazer a diferença na prevenção de complicações mais graves.

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5. Maior vontade de urinar

Além do aumento na produção de hormônios, outro sintoma comum durante o período de gestação é a necessidade frequente de urinar. Esse sintoma é resultado tanto das alterações hormonais quanto das mudanças físicas no corpo da mulher.

A partir da segunda semana de gestação, é possível que a mãe comece a sentir essa necessidade mais intensamente. O hormônio progesterona, que é produzido em maior quantidade durante a gravidez, causa o relaxamento dos músculos da bexiga, dificultando o esvaziamento completo da urina.

Como consequência, a gestante pode sentir vontade de urinar com maior frequência, mesmo com volumes menores de urina.

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6. Aumento na produção de saliva

Outro sinal comum das mudanças hormonais durante a gestação é o aumento na produção de saliva, conhecido como sialorreia ou ptialismo. Esse sintoma pode surgir logo no início da gravidez, a partir da segunda semana, e pode persistir ao longo dos primeiros meses.

A causa exata desse aumento na salivação durante a gravidez não é completamente compreendida, mas acredita-se que esteja relacionada a alterações hormonais e mudanças no sistema nervoso. O hormônio estrogênio, que está em maior quantidade durante a gravidez, pode ser um dos responsáveis por esse aumento na produção de saliva.

Embora esse sintoma seja geralmente inofensivo, algumas gestantes podem se sentir desconfortáveis devido à constante sensação de excesso de saliva. Algumas medidas simples podem ajudar a lidar com a sialorreia, como evitar alimentos picantes ou ácidos, mastigar gengibre ou chiclete sem açúcar, e manter-se hidratada.

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7. Tontura ou sonolência

É verdade que durante a gestação, a mulher passa por intensas alterações hormonais, o que pode contribuir para a ocorrência de tonturas. Essas tonturas geralmente acontecem devido à queda da pressão arterial, causada pelas mudanças hormonais e físicas decorrentes da gravidez.

A fase gestacional é marcada por diversas transformações no corpo da mulher, e essas mudanças podem resultar em cansaço e sonolência, o que é totalmente compreensível. O aumento da produção de hormônios e as adaptações que ocorrem para acomodar o desenvolvimento do bebê podem deixar a mãe com uma sensação de fadiga.

Outros fatores que influenciam o sintoma da tontura são as alterações na alimentação, bem como o enjoo e os vômitos frequentemente presentes no início da gravidez. A dificuldade em manter uma alimentação equilibrada e a desidratação resultante dos enjoos e vômitos podem contribuir para as tonturas.

Para aliviar os sintomas de tontura durante a gravidez, é recomendado que a gestante faça pequenas refeições ao longo do dia, evite ficar em pé por períodos prolongados e mantenha-se hidratada. Caso as tonturas se tornem intensas ou persistentes, é importante buscar a orientação de um profissional de saúde para avaliação e aconselhamento adequado.

8. Constipação do intestino

A constipação é um sintoma comum na gravidez e pode causar desconforto para algumas mulheres. Para diagnosticar corretamente a constipação durante a gestação, é essencial identificar outros sintomas relacionados, tais como dificuldade para evacuar, ritmo intestinal mais lento em comparação ao habitual e fezes mais duras.

A constipação na gravidez é resultado de mudanças hormonais e do crescimento do útero, que podem exercer pressão sobre os intestinos. Além disso, o aumento na produção de progesterona durante a gravidez também contribui para o relaxamento dos músculos intestinais, tornando a passagem das fezes mais lenta e dificultando o esvaziamento regular.

Para aliviar a constipação durante a gestação, algumas medidas podem ser adotadas, como aumentar a ingestão de fibras através de frutas, vegetais e cereais integrais, beber bastante água e praticar atividade física regularmente.

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9. Sensibilidade nas mamas

Os hormônios “da gravidez”, como a progesterona e o estrogênio, estimulam as glândulas mamárias, preparando-as para produzir leite materno após o parto.

Um dos sintomas desse processo de preparação para a amamentação é o aumento das mamas da mãe. À medida que as glândulas mamárias se preparam para produzir leite, as mamas podem ficar mais sensíveis, inchadas e aumentar de tamanho. Esse aumento das mamas é uma resposta natural do corpo à gravidez e pode variar de mulher para mulher.

Além disso, algumas mulheres também podem notar a pigmentação da aréola (a região escura ao redor do mamilo) se tornar mais intensa e algumas veias podem ficar mais visíveis na área dos seios.

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10. Inchaço

É normal que muitas mulheres experimentem inchaço durante a gravidez, especialmente nos seis primeiros meses, podendo até aumentar mais no final da gestação.

Esse inchaço, também conhecido como edema, pode ser causado por várias razões relacionadas às mudanças físicas e hormonais que ocorrem no corpo da gestante.

Uma das principais causas é a retenção de líquidos, que ocorre devido ao aumento do volume sanguíneo e ao efeito dos hormônios progesterona e estrogênio, que influenciam a distribuição de líquidos no organismo.

A progesterona também pode contribuir para o relaxamento das paredes dos vasos sanguíneos, o que pode dificultar o retorno venoso e resultar em acúmulo de líquidos nos tecidos.

O aumento do tamanho do útero à medida que o bebê cresce também exerce pressão nos vasos sanguíneos e pode contribuir para o inchaço em áreas como pernas e pés.

11. Mudanças de humor

O desequilíbrio hormonal que ocorre durante a gestação tem um impacto direto no estado emocional da mulher. Os hormônios como a progesterona, o estrogênio e o HCG (gonadotrofina coriônica humana) estão em níveis elevados durante a gravidez e podem afetar o funcionamento do sistema nervoso central, desencadeando alterações no humor e nas emoções.

Essas mudanças hormonais, combinadas com os diversos sintomas físicos, como enjoo, cansaço, dor e inchaço, podem contribuir para que a gestante se sinta mais sensível, irritada ou até mesmo emocionalmente instável em alguns momentos.

12. Dor abdominal

Durante a gravidez, o crescimento do útero pode exercer pressão sobre os ligamentos e músculos do corpo, o que é normal e esperado. Por causa disso, é comum sentir um pouco de dor e desconforto abdominal, especialmente à medida que o bebê se desenvolve e o útero se expande para acomodá-lo.

Essas dores leves e passageiras são consideradas normais e fazem parte do processo natural de gestação. No entanto, é importante ficar atenta a qualquer excesso de dor ou desconforto abdominal que possa ser persistente ou agudo.

Dores abdominais intensas podem ser indicativas de problemas como cólicas severas, contrações prematuras ou até mesmo problemas relacionados à placenta.

Caso a gestante experimente dores fortes e persistentes, especialmente se acompanhadas por sangramento vaginal, corrimento anormal ou qualquer outro sintoma preocupante, é essencial buscar atendimento médico imediato.

13. Mudanças na cor e cheiro do corrimento vaginal

É natural que a mudança de cor no corrimento vaginal durante a gestação cause susto e medo em algumas mulheres. Essas alterações na cor e no cheiro do corrimento vaginal são consideradas normais nessa fase, devido às significativas mudanças hormonais que a mãe está passando.

Também pode aumentar e ter variações de cheiro. As colorações podem ser branca, rosa, amarelo ou marrom. Todas essas cores são naturais e indicam que o corpo está se adaptando para proteger o bebê contra infecções e agentes externos nocivos.

Embora essas alterações sejam consideradas corriqueiras, é importante ficar atenta a qualquer mudança significativa ou se o corrimento apresentar cheiro desagradável, pois esses podem ser sinais de infecções ou outros problemas.

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14. Sangramentos vaginal

O sangramento leve é considerado comum no início da gravidez e pode ser confundido com uma menstruação leve. Geralmente, não é motivo para grande preocupação, pois ocorre devido ao aumento do fluxo sanguíneo na região do útero durante esse período.

No entanto, entre o quarto e sexto mês de gravidez, qualquer sangramento deve ser motivo para maior atenção e preocupação. Isso porque pode ser indicativo de problemas mais graves, como aborto espontâneo, descolamento da placenta, infecção no útero, ferimentos ou outras complicações. Nesses casos, é essencial que a gestante procure atendimento médico rápido e adequado.

Independentemente do período da gestação, o sangramento intenso é sempre motivo de preocupação. Se a gestante experimentar sangramento abundante, é recomendado procurar imediatamente um médico para avaliação e tratamento adequados.

O acompanhamento médico regular durante toda a gravidez é fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê. Qualquer alteração no sangramento vaginal ou outros sintomas incomuns devem ser comunicados ao profissional de saúde para uma avaliação adequada e para descartar quaisquer problemas potenciais.

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Quais os primeiros cuidados ao suspeitar que está grávida?

Ao suspeitar que está grávida, a mulher deve fazer um teste de gravidez para confirmar. Em caso positivo, deve marcar uma consulta com um médico obstetra, começar a tomar ácido fólico, adotar hábitos saudáveis, evitar medicamentos sem orientação médica e buscar acompanhamento pré-natal regular.

Qual o melhor momento para fazer o teste de gravidez?

O melhor momento para fazer o teste de gravidez é após o atraso menstrual, geralmente a partir do primeiro dia de atraso. Aguardar pelo menos uma semana após o atraso para fazer o teste proporciona resultados mais precisos.

Testes feitos com a primeira urina da manhã costumam ser mais sensíveis. Se o resultado for negativo, mas ainda houver suspeita de gravidez, é recomendado esperar e, se necessário, repetir o teste ou consultar um médico.

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Posso continuar tomando medicamentos na suspeita de gravidez?

Não é recomendado continuar tomando medicamentos após a suspeita de gravidez sem consultar um médico. Informe o profissional sobre os medicamentos que estava usando para avaliar a segurança durante a gestação e receber orientações adequadas.

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