
A gestação do primeiro filho é um período de novas descobertas. Mas, na segunda, com praticamente todas as experiências já vividas, é natural que o sentimento de tranquilidade torne-se maior, afinal, já sabemos o que nos espera!
Não que as expectativas e a ansiedade não estejam presentes. Mas, será que é tudo mesmo um “mar de rosas”? É claro que não! Nenhuma gravidez é igual a outra, pelo contrário, cada gestação irá trazer novos medos e desafios, só que diferentes!
Por exemplo, a espera do segundo bebê traz receios sobre adaptações e sobre a rotina dos dois filhos: como se adaptar? Eles se darão bem? Dentre muitas dúvidas e incertezas, hoje eu, Cris Duarte, trouxe algumas dicas para te ajudar a se preparar para a chegada do bebê. Vamos começar?
O que esperar com a chegada do segundo filho?
Ter uma família grande é o sonho de muitos papais e mamães. Dessa forma, logo na chegada do primeiro filho, é natural já começar a pensar e se planejar para o segundo. Porém, essa viagem cheia de descobertas exige muita preparação para os responsáveis, especialmente para as mamães.
Uma coisa já posso te adiantar, a dinâmica familiar irá mudar, principalmente em relação ao primogênito. O segundo bebê pede por uma reformulação de papéis e uma transição na rotina. Por isso, saiba o que esperar desse momento e aprenda a lidar com essas mudanças:
1 – Redefinição de papéis
A segunda gestação tende a ser mais tranquila, afinal, as etapas da gravidez já não são mais novidades, certo? Porém, agora a conexão e relação com o filho mais velho deve ser bem maior. Esse período de adaptação já é difícil para nós, imagina para ele que terá que exercer um papel diferente, de primogênito – deixando de ser o filho único.
Mas, com as experiências da maternidade e aquele instinto que só os pais têm, essa adaptação acontece de uma forma natural e sem muitos problemas. Vale lembrar que a integração dos dois pode exigir uma demanda de tempo, por isso, não vá esperando muitas emoções logo de primeira.
2 – Redefinição do filho mais velho
Essa integração do filho mais velho e definição de papéis pode ser considerado o maior desafio para as mães de segunda viagem. Essas mudanças que afetam todo o sistema familiar, podem estimular a criança a ter comportamentos como:
- Demonstração de ciúmes;
- Sinais de descontentamento com a rotina;
- Desenvolvimento de condutas caprichosas;
- Choro com mais frequência;
- Imitação do irmão/irmã, falando de forma mais infantilizada, pedir mais colo, etc.
De uma forma geral, as questões socioemocionais do filho mais velho é o que mais necessita de atenção, procurando sempre lidar de uma forma equilibrada e acolhedora.
3 – Menos gastos
Esse aspecto pode te impressionar, mas na segunda gestação vocês terão menos gastos do que na primeira. Isso porque, agora você já reconhece todos os produtos que são necessários ou dispensáveis para a sua rotina. A experiência já proporcionou um melhor conhecimento do mercado das marcas e, claro, sempre têm aquelas roupinhas e itens do filho mais velho que podem ser reaproveitados, não é mesmo? A experiência aqui vai ajudá-los, e muito!
Aproveite também para ver quanto tempo de antecedência lavar as roupas do bebês, porque tem coisas que só a Dipano te conta!
4 – Uma gestação diferente da primeira
Nenhuma gravidez é igual a outra. Por isso, é possível que você note alguns sintomas diferentes da primeira, como mais enjoos e menos dor de cabeça, ou vice-versa! Dessa forma, lembre-se que, assim como os filhos, cada gestação tem sua particularidade.
Por exemplo, na experiência de ser mãe de primeira viagem, apesar das incertezas, você tinha mais tempo para se cuidar, enquanto agora é preciso conciliar o tempo com um outro bebê.
Para finalizar, queremos te dizer que não existe um momento perfeito e ideal para ter o segundo filho. Sempre haverá dúvidas, por isso, se deseja aumentar a família, basta se organizar financeiramente com uma planilha de gastos mensais e embarcar nessa segunda aventura.
Como é ser mãe pela segunda vez?
A missão e o papel de ser mãe nunca é fácil, seja de primeira viagem ou com mais experiência. Mas, quando se trata do segundo filho, inconscientemente os comparamos com os primeiros, considerando personalidade, temperamento e até mesmo seu estágio nato de maturidade.
Por isso, a experiência de “saber o que esperar”, faz com que as mães do segundo filho entrem no automático, desconsiderando suas particularidades. Essa adaptação e diferenciação é o fator que mais dificulta a segunda gestação, mas não se preocupa: você vai tirar de letra!
Existe o melhor momento para ter o segundo filho?
Não há o melhor momento para ter o segundo filho. Porém, quando o primeiro ainda é muito pequeno, pode ser que esperar um pouco não seja uma má ideia.
Como fortalecer o vínculo com o filho mais velho?
Com todas as questões socioemocionais dos filhos mais velhos que foram citadas, é necessário encontrar formas de dar uma atenção extra para eles, os acolhendo e mostrando que esse novo bebê está chegando para trazer mais alegria para a família.
Para te ajudar nessa integração e adaptação tão complexa, trouxemos algumas dicas para aplicar na sua relação com esses pequeninos. Veja:
- Separe um tempo da sua rotina só para ele, para contar historinhas, brincar, assistir seus filmes favoritos e, principalmente, mostrar amor e carinho;
- Faça um bom planejamento da rotina da família, para que as necessidades do primogênito não seja negligenciada — mesmo na correria do puerpério. Uma ótima recomendação é incluir o irmão nos cuidados com o pequeno, peça que ele converse ou cante para o mais novo para criar o vínculo.
- Solicite ajuda para o irmão na hora do banho ou na troca de fraldas, embalar o bebê e “carregar” ao colo mesmo ele sendo pequenininho — isso também irá ajudar no relacionamento dos dois. Aproveite para registrar os momentos para que possam ver mais adiante;
- Crie momentos e brincadeiras que envolvam os dois filhos, para que criem essa integração e laços desde o começo. Mas não exagere e lembre-se de dar um momento de exclusividade para o maior.
Embora pareça um momento muito complexo e difícil, a sua experiência irá ajudar a passar por esse momento criando novas histórias e fortalecendo o vínculo familiar de todos vocês.
E aí? Gostou das dicas? Fique por aqui acompanhando o blog: a gente te ajuda a conquistar uma maternidade com atitudes mais sustentáveis!
Cris Duarte é mãe, psicóloga e uma das responsáveis pela popularização das fraldas de pano no Brasil. Formada em Psicologia, desde 1984, trabalhou em pré-escolas e no Agapanto (Grupo Especializado em Educação), com desenvolvimento de crianças e adolescentes e orientação de pais e educadores. Desde que decidiu ser mãe, tinha a certeza de que não usaria fraldas descartáveis, principalmente pelas questões ecológicas e conforto do bebê. Naquela ocasião, por volta de 2003/ 2004, nem se falava em fraldas de pano modernas, e o que ela pensava era usar aquelas antigas mesmo, com calça plástica. Em 2007, ela e sua irmã Mônica, descobriram as fraldas ecológicas – versão muito mais prática e durável do que as antigas – e juntas, resolveram pesquisar e empreender.
Um fato curioso é que Cris esperou sua filha durante 6 anos e 10 meses, que chegou por adoção, bem quando a Dipano ainda era um bebê, em 2010. Hoje, Cris Duarte também é autora do blog Dipano, e aqui compartilha artigos exclusivos que ajudam pais e mães de todo o Brasil a terem uma vida muito mais fácil e ecológica.