
Ser mãe é enfrentar desafios novos todos os dias, seja em relação aos cuidados com o bebê em casa ou nos momentos ao ar livre: no parque, na praia ou na piscina. Aliás, por falar em diversão, estar em contato com a água é uma das formas que o bebê mais se diverte, sabia?
Mas e se dissermos que essa atividade, além de muito divertida, ainda pode proporcionar diversos benefícios para o seu filho? As brincadeiras e exercícios na piscina são eficientes em proporcionar o melhor desenvolvimento nas áreas motoras e cognitivas.
Porém, mesmo com todos esses benefícios, existem alguns cuidados importantes para a mamãe conhecer antes de fazer a introdução do bebê nas brincadeiras na água. Confira com quantos meses o bebê pode entrar na piscina.
Com quantos meses o bebê pode entrar na piscina?
Estudos comprovam que os bebês se sentem confortáveis em contato com a água, pois este geralmente é um ambiente que remete o conforto do útero, conferindo uma sensação agradável e muito acolhedora.
No entanto, ainda não existe um consenso entre os especialistas pediátricos em qual é o momento ideal para levar o bebê à piscina: essa liberação será de acordo com o desenvolvimento individual.
Porém, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o bebê já pode entrar na piscina a partir dos seis meses de vida. Isso porque, com essa idade, a criança está com os ouvidos completamente desenvolvidos, prevenindo possíveis riscos de infecções e inflamações.
Além desse aspecto, seguindo as mesmas recomendações, é fundamental que a água da piscina esteja limpa, livre de germes e cloro, para que não haja nenhum tipo de transmissão de doenças que comprometerá a saúde dos pequenos – falarei um pouco mais dessas recomendações no decorrer deste artigo.
Como vestir o bebê para piscina?
Antes de levar o bebê para a piscina, será necessário selecionar alguns itens que vão tornar o dia de sol mais divertido e seguro. Mas não se preocupe, a maioria dos itens que selecionei aqui são básicos e, provavelmente, você já tem em casa.
Vamos conhecer a lista, mas antes disso, lembre-se que o ideal é usar protetor solar e não expor a pele do bebê ao sol antes dos 6 meses. Quando chegar a hora, escolha protetores com fórmulas exclusivas para bebês.
1- Chapéu
Proteger a cabeça dos raios solares é fundamental para as brincadeiras na piscina. Para isso, você pode escolher um modelo de chapéu com tecidos ecológicos, respiráveis e frescos. Hoje em dia, existem modelos lindos e divertidos, que vão combinar muito bem com os visuais que a mamãe escolher para vestir a criança nos momentos de diversão.
2- Fralda de pano para piscina
Para que o momento de diversão na água fique ainda melhor, você pode vestir o bebê com uma fralda feita de pano que pode ser utilizada na piscina.
O grande diferencial dessas fraldas é que, diferentemente das descartáveis, os modelos ecológicos não “incham” em contato com a água e secam super rápido, ou seja, o bebê ficará sequinho e confortável por muito mais tempo.
Além disso, todas as fraldas Dipano contam com modelagem anatômica: se encaixam perfeitamente no corpo do bebê, sem atrapalhar os movimentos na água.
3- Blusa com proteção UV
As roupas também são essenciais para bloquear o contato dos raios solares com a pele da criança. A nossa dica é optar pelas camisetas e blusas com fator de proteção UV, pois são mais leves, contam com evaporação mais rápida e dispensam o uso de protetor solar em locais com baixa ou nenhuma incidência solar.
A piscina precisa estar limpa para o bebê entrar?
Sim, para oferecer um ambiente mais saudável para o bebê, é fundamental que a água da piscina esteja limpa, tratada e cristalina. Os parâmetros mais importantes para se certificar na limpeza das piscinas são: cloro livre, ácido cianúrico, pH da água e alcalinidade.
Se você não tem muito conhecimento sobre esse assunto, saiba que a alcalinidade adequada é entre 80 e 120 ppm, assim, o cloro livre ganha mais eficiência e o pH é equilibrado.
Com quantos meses o bebê pode tomar banho de mar?
A idade indicada para levar os bebês à praia é a partir dos oito meses de vida, pois, a água salgada pode irritar a pele sensível do seu filho.
Além disso, como falamos, não é recomendado utilizar protetores solar e nem expor o bebê ao sol antes dos seus seis meses de idade. No entanto, é indispensável pedir a autorização do médico pediatra que está acompanhando o desenvolvimento do pequeno.
Com quantos meses o bebê pode fazer natação?
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a iniciação de aulas de natação a partir dos seis meses de idade. Essas atividades oferecem diversos benefícios para o desenvolvimento infantil, tais como:
- Estimula o desenvolvimento psicomotor;
- Fortalece a capacidade cardiorrespiratória;
- Previne acidentes na água;
- Previne e combate a obesidade;
- Ajuda na socialização e vivências em grupo.
Seguindo esses cuidados e recomendações, temos certeza que você garantirá aventuras e brincadeiras na água com muito mais diversão, proteção e segurança, para os pequenos e, claro, para os responsáveis também. Se nossas dicas foram úteis para você, deixe aqui nos comentários.
Continue desbravando nossos conteúdos sobre maternidade ecológica: aqui você aprende a cuidar dos pequenos e, ao mesmo tempo, do nosso planeta. Nos vemos por lá!
Cris Duarte é mãe, psicóloga e uma das responsáveis pela popularização das fraldas de pano no Brasil. Formada em Psicologia, desde 1984, trabalhou em pré-escolas e no Agapanto (Grupo Especializado em Educação), com desenvolvimento de crianças e adolescentes e orientação de pais e educadores. Desde que decidiu ser mãe, tinha a certeza de que não usaria fraldas descartáveis, principalmente pelas questões ecológicas e conforto do bebê. Naquela ocasião, por volta de 2003/ 2004, nem se falava em fraldas de pano modernas, e o que ela pensava era usar aquelas antigas mesmo, com calça plástica. Em 2007, ela e sua irmã Mônica, descobriram as fraldas ecológicas – versão muito mais prática e durável do que as antigas – e juntas, resolveram pesquisar e empreender.
Um fato curioso é que Cris esperou sua filha durante 6 anos e 10 meses, que chegou por adoção, bem quando a Dipano ainda era um bebê, em 2010. Hoje, Cris Duarte também é autora do blog Dipano, e aqui compartilha artigos exclusivos que ajudam pais e mães de todo o Brasil a terem uma vida muito mais fácil e ecológica.