A educação positiva é a nova linguagem de uma parentalidade que enxerga a criança como um ser que faz parte da rotina de uma casa, das escolhas e funcionamento. Com uma narrativa inovadora, ela chega para quebrar padrões e fortalecer o vínculo entre pais e filhos de maneira afetiva e respeitosa.
Criar um filho em um ambiente com uma comunicação não violenta, acolhimento e estímulo para ter pensamento crítico e dialogar sobre sentimentos e diferentes pontos de vista, é um passo importante na construção e desenvolvimento de uma sociedade mais colaborativa e compassiva.
Uma criança é um ser em desenvolvimento que tem direito de ter voz, ser amada e ser ouvida, certo? Pensando nisso, a Dipano elaborou um conteúdo exclusivo sobre o tema! Saiba o que é, qual o objetivo, os benefícios e como estabelecer a educação positiva!
Vamos lá?
O que é educação positiva?
A educação positiva é uma metodologia de educação que visa e considera a criança como indivíduo.
Ao contrário do que muitos pensam, não se trata de ser liberal sem estabelecer limites. A conduta dos pais que optam por educar sem violência está em disciplinar por meio da resolução de problemas e não por meio de punição. O foco está nas soluções e não no sofrimento.
É uma dinâmica que busca uma maior conexão entre pais, educadores e filhos, visto que a criança é um ser que está em processo de desenvolvimento cerebral, portanto ainda não consegue sozinha regular suas emoções e necessidades individuais.
Assim, por meio de uma relação de diálogo e de escuta ativa, ela pode aprender a identificar como se sente e o que fazer em relação a isso.
Qual é o objetivo da educação positiva?
O objetivo da educação positiva é estabelecer uma relação de respeito e compreensão, desenvolver habilidades sociais, senso de responsabilidade e autonomia da criança.
Não é ser permissivo, nem mesmo ensinar por meio da punição e sim fazer a criança compreender onde suas emoções e comportamentos podem levar. É aí que ela é instruída sobre que sentimentos são aceitáveis e devem ser identificados e regulados, mas que más atitudes podem ter consequências naturais, além de que aprender com os erros faz parte do processo da vida.
A busca é fazer a criança pensar, sem castigos, estimular ações positivas, sem uso da força e da violência e regras arbitrárias, mas com acordos e combinados.
Você já conhece a importância da musicalização infantil? Ainda não? Então te convidamos a olhar o nosso conteúdo exclusivo sobre o tema!
Quais os benefícios da educação positiva?
Os benefícios da educação positiva vão além do ambiente familiar, auxilia a criança a:
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Se comportar melhor;
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Entender suas emoções;
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Ser mais sociável;
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Tornar-se resiliente;
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Aprender a resolver problemas.
O incentivo a práticas positivas ajuda a nutrir um espaço de cooperação e calma, um lugar cheio de motivação para boas ações. Elas sentem que fazem parte daquela estrutura, sendo valorizadas — e, consequentemente, fortalecendo a autoestima e crença em si.
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Quais são os principais pontos da educação positiva?
A educação positiva é um ato revolucionário. Muitas pessoas ainda não entendem o que há por trás da abordagem e acabam por ter pensamentos equivocados sobre o tema.
Por isso é importante compreender os principais pontos da metodologia:
1. Faça ela entender o que são regras
As regras estabelecidas na educação positiva são construídas com o entendimento da criança — não existe “obedecer por obedecer”. Elas não são forçadas a entender algo que não faz sentido para elas.
Regras são importantes para o convívio social e familiar e devem fazer parte da rotina infantil. Mas para dar certo e haver uma conexão positiva entre pais e filhos é interessante o conhecimento do porquê segui-las e as consequências do não cumprimento.
2. Sempre que necessário, dialogue
Você já percebeu que quando você precisa dizer algo e sua fala é levada em consideração, você se sente bem? Seja para questionar algo que não faz sentido, expor uma opinião ou aliviar o coração, ter alguém que nos escute e acolha faz nos sentir amados.
No universo infantil isso não é diferente. Quando escutamos uma criança, damos a chance dela participar ativamente do funcionamento da casa e da rotina, além de saber como ela se sente. É uma forma de ajudá-la identificar suas emoções e suas ações sem atacar sua autoestima e confiança.
Além disso, é fundamental uma comunicação aberta e honesta, onde os pais mostram que eles também são seres falhos e que também precisam pedir desculpas de vez em quando.
3. O respeito é mútuo
Quando enfatizamos o respeito em casa, isso se torna um valor para se levar para vida. Respeitar os filhos é uma maneira de dizer que a enxerga com sua personalidade, perspectivas e necessidades.
Isso se manifesta na maneira que os familiares interagem com seus filhos e como é feita a comunicação. Ao considerar seus pontos de vista e sentimentos, cria-se um porto seguro onde o medo não tem vez, um ambiente onde as crianças possam falar e expressar suas dúvidas e anseios sem o receio de serem julgadas.
Consequentemente, é o ambiente perfeito para criar uma criança empática e respeitosa, que irá perpetuar essas ações em seus relacionamentos com os amigos, educadores e no dia a dia.
O que fazer se a educação positiva não está dando certo?
É de extrema importância entender que cada ser humano é único — o que funciona para um não necessariamente será eficaz para outro. Ao incorporar a educação positiva na vida cotidiana de uma criança, temos que aprender também a ser flexíveis.
Então, se a educação positiva não está dando certo, você pode fragmentar a metodologia e aplicá-la gradualmente. Dessa forma, a criança não sentirá uma grande mudança, mas pequenas adaptações no seu dia a dia. Assim, ela vai compreendendo, mesmo que inconscientemente, as novas relações com os responsáveis.
Gostou de saber mais sobre a educação positiva? A Dipano espera que sim!
Se você quer saber mais dicas sobre estratégias e metodologias de educação, siga no blog! Por aqui, temos conteúdos exclusivos que, certamente, podem ajudar responsáveis na grande jornada que é educar uma criança.
Cris Duarte é mãe, psicóloga e uma das responsáveis pela popularização das fraldas de pano no Brasil. Formada em Psicologia, desde 1984, trabalhou em pré-escolas e no Agapanto (Grupo Especializado em Educação), com desenvolvimento de crianças e adolescentes e orientação de pais e educadores. Desde que decidiu ser mãe, tinha a certeza de que não usaria fraldas descartáveis, principalmente pelas questões ecológicas e conforto do bebê. Naquela ocasião, por volta de 2003/ 2004, nem se falava em fraldas de pano modernas, e o que ela pensava era usar aquelas antigas mesmo, com calça plástica. Em 2007, ela e sua irmã Mônica, descobriram as fraldas ecológicas – versão muito mais prática e durável do que as antigas – e juntas, resolveram pesquisar e empreender.
Um fato curioso é que Cris esperou sua filha durante 6 anos e 10 meses, que chegou por adoção, bem quando a Dipano ainda era um bebê, em 2010. Hoje, Cris Duarte também é autora do blog Dipano, e aqui compartilha artigos exclusivos que ajudam pais e mães de todo o Brasil a terem uma vida muito mais fácil e ecológica.
