Assim como na conhecida dermatite atópica, a alergia alimentar em bebê é um problema comum, capaz de se tornar motivo de preocupação de muitos pais.
A condição é caracterizada por uma reação do sistema imunológico, responsável por causar sintomas como inchaço, coceira e diversas manchas vermelhas na pele — o que pode ser ainda mais incômodo para os bebês, que ainda estão com as defesas do corpo em plena formação.
Por este motivo, entender as causas e como lidar nesse momento é essencial para os pais e cuidadores. Para te auxiliar nesse sentido, nós, do blog da Dipano, abordaremos o que é alergia alimentar, como reconhecer e gerenciar a condição para promover e garantir o bem-estar do bebê de maneira eficaz.
Boa leitura!
O que é alergia alimentar em bebês?
A alergia alimentar se dá quando os alimentos causam algum tipo de reação adversa em bebês. Ou seja, trata-se uma resposta do sistema imunológico, que reage de maneira exacerbada a determinadas proteínas presentes nos alimentos e o identifica erroneamente como uma ameaça ao corpo.
Alguns dos principais sintomas incluem:
- Tosse;
- Dificuldade para respirar;
- Refluxo;
- Diarreia ou constipação intestinal;
- Pele ressecada e vermelha;
- Chiado no peito;
- Vômito.
Em alguns casos, o bebê também pode apresentar lábios, língua ou rosto inchados, nariz congestionado ou escorrendo, cólicas e gases. O diagnóstico necessita de acompanhamento médico prolongado, visto que os sintomas são bastante comuns nos primeiros períodos da vida dos bebês.
Causas comuns de alergia alimentar em bebês
Alguns fatores podem causar a alergia alimentar incluem a predisposição genética, fatores ambientais e introdução precoce a alimentos alergênicos. Considerando as muitas possibilidades, ao realizar a introdução alimentar é crucial que os pais tenham cuidados com determinados alimentos, observando possíveis reações.
Alimentos mais comuns que causam alergias em bebês
Alguns alimentos são mais comuns quando se trata de causar alergias em bebês. Os principais incluem leite de vaca, nozes, trigo, amendoim, ovos, soja e frutos-do-mar (tanto peixes como crustáceos).
Por isso, é muito importante que esses alimentos sejam introduzidos com cuidado e sob a orientação do pediatra, que pode indicar os mais adequados tipo de proteína e seus preparos para garantir o bem-estar do bebê durante a introdução alimentar.
Ainda sobre introdução alimentar, veja mais sobre o método BLW!
Sintomas de alergia alimentar em bebês: como identificar?
Reconhecer os sintomas já mencionados da alergia alimentar em bebês é fundamental, pois em casos graves, como no choque anafilático, a rápida intervenção pode ser vital para a saúde do bebê.
Entenda mais sobre os casos mais moderados e leves e veja mais detalhes da anafilaxia!
Sintomas leves a moderados
Os principais sinais de alerta de alergia alimentar leve a moderada envolvem vermelhidão na pele, inchaço nos lábios ou olhos e coceira. Esses sintomas surgem normalmente após a ingestão do alimento alergênico, o que torna essencial uma observação atenta depois da alimentação.
Sintoma graves: anafilaxia
A anafilaxia é uma reação alérgica muito grave, podendo ser até mesmo fatal. Essas reações podem começar com a sensação de desconforto, seguidas por tontura e formigamento.
Os principais sinais incluem:
- Dificuldade para respirar;
- Queda de pressão arterial;
- Perda de consciência;
- Inchaço da garganta.
Ao identificá-los é indispensável procurar ajuda médica imediata, visto que as reações anafiláticas exigem tratamento de emergência; e, claro, evitar a exposição ao fator alergênico.
Diagnóstico de alergia alimentar em bebês
O processo para a confirmação de uma alergia envolve uma avaliação do diagnóstico médico, exames de sangue e testes de alergia cutâneos ou teste de puntura. Consultar um pediatra especializado ou alergista é essencial para obter informações precisas sobre a condição do bebê.
Tratamento e manejo da alergia alimentar em bebês
Há algumas opções de tratamento para alergias alimentares, como utilizar medicamentos prescritos por profissionais da saúde, que podem incluir anti-histamínicos e injeção de epinefrina. Além disso, é recomendável evitar os alimentos causadores da alergia.
Saiba mais detalhes sobre essas e outras formas de contornar o problema.
Atenção para evitar alimentos alergênicos
Evitar alimentos alergênicos é essencial. A dica pode parecer óbvia, mas destacamos o cuidado especial ao ler os rótulos de produtos alimentícios, estando ciente de possíveis riscos.
As contaminações cruzadas, casos em que um componente alergênico pode entrar em contato com a refeição por meio do uso de utensílios da cozinha utilizadas em outros preparos, também exige cuidados.
Uso de medicamentos e tratamentos de emergência
O uso de medicamentos e tratamentos de emergência ministrados por profissionais é essencial para melhorar a saúde do bebê. Por isso, é sempre importante ter em mãos anti-histamínicos, para aliviar sintomas mais leves; e um autoinjetor de epinefrina, quando se tratam de casos com riscos de anafilaxia.
Dicas para lidar com alergias alimentares em bebês no dia a dia
Para lidar com a condição, além de entender como tratar a alergia, é fundamental se atentar a algumas dicas, como manter um diário alimentar, informar e ensinar os cuidadores e familiares sobre a alergia alimentar em bebê, além de planejar refeições e lanches seguros.
Manter um diário alimentar
Estabelecer um diário alimentar auxilia a identificar alimentos problemáticos e monitorar as reações alérgicas. Assim, será possível eliminar qualquer contato que o bebê possa ter com o alimento alergênico ao observar os registros feitos no diário.
Treinar cuidadores e familiares
Ao identificar e iniciar o tratamento da alergia, é importante orientar e treinar todos os cuidadores e familiares sobre a condição, o que inclui evitar oferecer determinado alimento ou alimentos que o contenham em sua composição. Além de informações para poderem reconhecer os sinais de uma reação alérgica e como agir em caso de emergência.
A alergia alimentar em bebê é uma condição bastante comum, que pode resultar em sintomas desagradáveis, como a vermelhidão na pele, falta de ar, nariz escorrendo, inchaço e diversos outros.
Siga nas páginas do blog da Dipano para garantir ainda mais cuidados ao seu bebê aprendendo mais sobre os primeiros socorros que podem fazer a diferença em emergências.
Até nosso próximo post!
Cris Duarte é mãe, psicóloga e uma das responsáveis pela popularização das fraldas de pano no Brasil. Formada em Psicologia, desde 1984, trabalhou em pré-escolas e no Agapanto (Grupo Especializado em Educação), com desenvolvimento de crianças e adolescentes e orientação de pais e educadores. Desde que decidiu ser mãe, tinha a certeza de que não usaria fraldas descartáveis, principalmente pelas questões ecológicas e conforto do bebê. Naquela ocasião, por volta de 2003/ 2004, nem se falava em fraldas de pano modernas, e o que ela pensava era usar aquelas antigas mesmo, com calça plástica. Em 2007, ela e sua irmã Mônica, descobriram as fraldas ecológicas – versão muito mais prática e durável do que as antigas – e juntas, resolveram pesquisar e empreender.
Um fato curioso é que Cris esperou sua filha durante 6 anos e 10 meses, que chegou por adoção, bem quando a Dipano ainda era um bebê, em 2010. Hoje, Cris Duarte também é autora do blog Dipano, e aqui compartilha artigos exclusivos que ajudam pais e mães de todo o Brasil a terem uma vida muito mais fácil e ecológica.
