
Causada pelo parasita conhecido como Toxoplasma gondii, a toxoplasmose na gravidez se torna uma doença infectocontagiosa, por mais que seus sintomas sejam raramente encontrados.
Quando encontrada na gestação, a infecção pode ser transmitida verticalmente, ou seja, direto da mãe para o feto, podendo causar sérios danos ao bebê.
Por essa razão, a Dipano vai falar tudo sobre o assunto: o que é, como ocorre a transmissão, principais sintomas, se tem tratamento e muito mais, confira!
O que é toxoplasmose?
Por definição científica, a toxoplasmose é uma doença infectocontagiosa provocada pelo vetor parasita com o nome de Toxoplasma gondii, o qual os hospedeiros são divididos entre definitivos e intermediários, sendo:
- Definitivos: os felinos;
- Intermediários: na maioria, mamíferos, incluindo o homem.
É comum que a toxoplasmose não provoque nenhum sintoma no indivíduo, entretanto, quando presentes, são bem característicos e utilizados como sinais para diagnóstico.
Como a toxoplasmose é transmitida?
A contaminação com o parasita Toxoplasma gondii pode acontecer das seguintes maneiras:
- Ingestão de alimentos mal cozidos, mal higienizados, contaminados ou de água contaminada;
- Consumo de alimentos processados, especialmente carnes, que estejam contaminados pelo T. gondii;
- Transmissão vertical, de mãe para filho por meio da placenta durante a gestação;
- Contato direto com as fezes de felinos.
Vale mencionar que o contato com o animal não é o suficiente para a contaminação, apenas em casos de contato direto com os dejetos.
Ja que o assunto é a placenta, o que você acha de continuar no tema sabendo tudo sobre os principais tipos de parto?
Transmissão via oral
Conhecido por ser a via mais comum da contaminação da Toxoplasmose, é a principal porta de entrada para o parasita.
Ela acontece por meio da ingestão de água contaminada com os oocistos do T. gondii ou pela carne mal passada — especialmente a suína.
Esses oocistos ficam presentes na carne por dias! Entretanto, quando passam por temperaturas inferiores a -12 °C ou superiores a 67 °C, são eliminados devido às condições.
Transmissão via placenta
Conhecida também como transmissão vertical, a contaminação via placenta ocorre quando a mãe não é diagnosticada com toxoplasmose e transmite para o filho durante a gestação.
O grande problema disso é que as consequências podem ser permanentes, podendo até mesmo provocar o aborto e o óbito do bebê.
Animais transmitem a toxoplasmose
É possível também que a transmissão da toxoplasmose ocorra por meio de animais contaminados.
Como mencionamos, não diretamente, mas quando há o contato com as fezes — oocistos em sua superfície.
Ou seja, pode-se pegar a doença pela ingestão ou contato com as fezes, por isso, é recomendado sempre utilizar luvas quando for limpar caixas de areia.
Quais são os sintomas da toxoplasmose
Em muitos casos, a toxoplasmose pode não apresentar nenhum sintoma, dificultando o seu diagnóstico.
Entretanto, em certos indivíduos que tenham o sistema imunológico comprometido, determinados sintomas podem aparecer como:
- Cansaço e fadiga em excesso;
- Febre;
- Dores ao redor do corpo;
- Presença de ínguas, especialmente ao redor do pescoço;
- Manchas avermelhadas ao redor do corpo;
- Dificuldades para enxergar.
Quando se encontra em estágios avançados, a toxoplasmose pode afetar órgãos importantes como o coração, o fígado, os pulmões e até mesmo o sistema nervoso central.
Tudo isso pode gerar, como consequência, dificuldades na respiração, tosses persistentes, dores de cabeça, sonolência, perda de força do corpo e outros sintomas decorrentes dos órgãos afetados.
Quais são os riscos da toxoplasmose na gravidez?
A toxoplasmose na gravidez pode ser fatal para o bebê. A doença também pode gerar consequências permanentes na criança, os riscos podem variar conforme o trimestre da gestação.
- Durante o primeiro trimestre é quando os riscos mais graves estão prevalentes. Por mais que haja uma menor porcentagem de chances de se transmitir a doença para o bebê, caso ela ocorra, pode resultar em um aborto espontâneo, lesões nos olhos ou encefalite.
- Já no segundo trimestre, presente em cerca de 35% dos casos, os danos incluem retardo do sistema nervoso central e lesões oculares.
- No último trimestre, a infecção se prova como sendo mais branda ao bebê e os principais sintomas são inflamações em órgãos como fígado, baço, pulmões ou as chances de se ter um parto prematuro.
Como evitar a toxoplasmose na gravidez?
A melhor forma de se evitar a toxoplasmose na gravidez é por meio da prevenção.
Evite o consumo de carnes mal cozidas, água de origem desconhecida, contato com fezes de felinos ou possíveis animais que estejam infectados.
Além disso, o diagnóstico rápido pode fazer toda a diferença, realizado por médicos infectologistas e clínicos! Caso seja identificado em mulheres grávidas, pode ser realizada uma amniocentese para confirmar se houve transmissão vertical e um ultrassom, para saber se há alterações no bebê ou não.
Como tratar a toxoplasmose?
Na maioria dos casos, o próprio sistema imunológico é capaz de combater a infecção do parasita e tratar a toxoplasmose. Entretanto, em caso de imunossupressão ou gestação, é importante iniciar um tratamento medicamentoso imediatamente.
O tratamento para toxoplasmose varia conforme a condição do sistema imunológico do paciente, da idade e de seus sintomas.
Além disso, ele é realizado para eliminar as formas parasitárias da T. gondii. Para isso, pode-se utilizar medicamentos como antibióticos e outros para controle dos sintomas.
A melhor forma de tratar a toxoplasmose na gestação está na prevenção, visto que a doença apresenta maiores chances de cura quando diagnosticada precocemente — o que pode ser difícil, pois o desenvolvimento de seus sintomas são raros.
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Cris Duarte é mãe, psicóloga e uma das responsáveis pela popularização das fraldas de pano no Brasil. Formada em Psicologia, desde 1984, trabalhou em pré-escolas e no Agapanto (Grupo Especializado em Educação), com desenvolvimento de crianças e adolescentes e orientação de pais e educadores. Desde que decidiu ser mãe, tinha a certeza de que não usaria fraldas descartáveis, principalmente pelas questões ecológicas e conforto do bebê. Naquela ocasião, por volta de 2003/ 2004, nem se falava em fraldas de pano modernas, e o que ela pensava era usar aquelas antigas mesmo, com calça plástica. Em 2007, ela e sua irmã Mônica, descobriram as fraldas ecológicas – versão muito mais prática e durável do que as antigas – e juntas, resolveram pesquisar e empreender.
Um fato curioso é que Cris esperou sua filha durante 6 anos e 10 meses, que chegou por adoção, bem quando a Dipano ainda era um bebê, em 2010. Hoje, Cris Duarte também é autora do blog Dipano, e aqui compartilha artigos exclusivos que ajudam pais e mães de todo o Brasil a terem uma vida muito mais fácil e ecológica.