
Olá! No artigo de hoje, eu, Cris Duarte, autora do blog da Dipano vou abordar um assunto muito comum entre as futuras mamães: os tipos de parto. Afinal, qual escolher? Confira as opções e defina aquela que mais tem a ver com você e com o seu momento.
Quais os tipos de parto e suas características?
Hoje, existem 8 tipos de parto. Não sabia dessa quantidade? Pois é, há mais opções do que somente o normal e a cesárea. Veja abaixo.
Parto Normal
Nesse tipo, momentos antes do nascimento do bebê, a mamãe começa a sentir contrações, que vão evoluindo até dores abdominais, normalmente por volta da 37ª a 42ª semana. Esse é o começo do trabalho de parto, para dar a luz ao bebê pelo canal vaginal, que pode demorar de 5 à 24 horas, dependendo do caso.
Esse é um processo no qual é muito mais rápido de se recuperar e receber alta. Além disso, pode envolver o uso de anestesias na região da lombar (eliminando a dor e deixando mais dormente), que pode ser usada várias vezes durante o parto, ou na medula.
Os riscos do parto normal são baixíssimos e raramente oferecem complicações para as mães e os filhos. Em tese, são descartados apenas por problemas de saúde muito específicos (pressão alta e diabetes, por exemplo), por complicações durante o processo do parto normal ou por uma decisão pessoal.
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Parto Cesariano
O parto cesáreo é também muito conhecido. Algumas mamães optam por este tipo de parto por temerem o parto normal ou por não terem as informações necessárias. Algumas também são influenciadas por médicos cesaristas, que são aqueles que indicam a cesárea indiscriminadamente, pelo fato de ser parto agendado e muito mais prático para o médico. Fuja deles. O corpo é seu, o parto é seu e do seu bebê, e a cesárea só deve ser feita em caso de extrema necessidade.
Entrar em trabalho de parto é fundamental, faz parte do processo, tanto para o seu corpo quanto para o seu bebê. A cesárea, portanto, deve ser uma opção apenas em caso de risco de saúde, tanto da mãe quanto do bebê. Veja alguns riscos:
- O bebê pode desenvolver problemas respiratórios;
- É mais suscetível à infecções;
- Pode causar Endometriose, que é o crescimento anormal do tecido que reveste a região uterina.
- Pode atrapalhar a descida do leite, impedindo o primeiro contato da amamentação;
- A recuperação é muito mais demorada.
Mesmo que tudo isso tenha sido dito, segundo dados do Ministério da Saúde, 55,5% dos partos brasileiros são cesáreas.
Quais as recomendações da OMS sobre o parto cesárea?
Não é para menos, então, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o índice de apenas 15% de cesarianas dentre os partos no mundo, mas os dados mostram uma curva diferente do esperado, principalmente no Brasil.
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Parto Natural
Essa modalidade é uma variação do parto normal, sendo caracterizado por apenas algumas diferenças. O bebê ainda nasce pelo canal vaginal, mas nesse caso a mãe tem total liberdade para fazer do jeitinho dela, sem anestesia ou qualquer outro tipo de interferência. Podendo ser feito tanto em casa quanto no hospital, ela tem a liberdade para escolher uma posição mais confortável, um local que prefira dar a luz e inclusive contar com a presença de quem desejar (quando feito em casa).
É claro que é obrigatório a presença de profissionais da área, como médicos e enfermeiros obstetras. Além disso, dependendo de como for o procedimento, pode acontecer de precisar de uma intervenção médica, com remédios ou outros procedimentos.
As maiores vantagens desse procedimento é que ele é mais humanizado, transformando tudo em um momento muito mais memorável de superação, sem contar que garante muito mais liberdade para a mãe.
Parto na Água
O parto na água, assim como o anterior, também é uma variação do normal, sendo feito em uma banheira de água morna. Esse é um procedimento muito mais confortável para a mãe, porque a água ajuda a manter uma circulação sanguínea, a relaxar os músculos e a dilatar o colo do útero. Sem contar que o processo se torna muito menos traumático ao bebê, já que seu nascimento ocorre com pouca luz e pouco barulho externo, garantindo um nascimento mais calmo e suave.
Alguns cuidados: esse parto é indicado apenas se não houveram complicações na gestação! Além disso, pode ser feito em hospital ou em casa. Muitos improvisam a banheira com piscinas infláveis.
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Parto de Cócoras
Conhecido como parto vertical, como também é chamado o Cócoras, essa é uma das opções mais rápidas, pois usa a gravidade como auxílio para que o bebê nasça. Podendo ser feito sem anestesias, a mãe se mantém abaixada, com os joelhos dobrados, para dar a luz.
Nesses casos é obrigatório que o colo do útero esteja dilatado em no mínimo 10 cm, com o bebê de cabeça para baixo, tendo no máximo 4 quilos. Além disso, a mamãe precisa ter tido uma gestação tranquila e ter um bom condicionamento físico, para conseguir se manter fazendo força nessa posição.
Parto Leboyer
Também com a ideia de fazer o parto ser o menos estressante possível para o bebê, o parto Leboyer foi elaborado em 1970. O local do parto precisa ser similar ao útero materno, com bastante silêncio e com pouca luz.
O cordão umbilical do bebê, nesse caso, demora para ser cortado. O bebê pode ser amamentado precocemente, ajudando a se acostumar e evitando que a mãe tenha perda sanguínea.
Parto com Fórceps
Esse é um tipo de parto que só deve ser feito em último caso, quando o bebê simplesmente não está conseguindo sair. Nele o médico passa um fórceps no canal vaginal e puxa o bebê, auxiliando a mãe. Esses casos acontecem muito entre mulheres que não podem fazer muita força.
Os riscos desse parto são uma possível incontinência urinária na mãe, ou traumatismo vaginal/perineal.
Parto Humanizado
Por fim, o parto humanizado é muito mais do que apenas um tipo de parto, é como se fosse um valor a ser seguido. Ele pode ser feito em qualquer tipo citado acima, inclusive a cesárea. É basicamente a ideia de criar um ambiente confortável para a mãe, escutando seus pedidos, tratando com cuidado e tentando transformar o momento tão delicado em mais leve e menos estressante.
Qual é o parto ideal?
Três coisas precisam ser levadas em conta quando se fizer essa pergunta: sua saúde, a saúde do bebê/da gestação e o seu desejo. Mães sabem parir e bebês sabem nascer. Respeitar o tempo do seu bebê é fundamental para que o parto tenha sucesso e que a adaptação ao mundo externo seja mais fluida.
Encontre um profissional ( ou profissionais ) em quem confie, leia bastante e troque figurinhas com outras gestantes.
Desejo que tenha uma doce espera e um lindo encontro com o seu bebê! 🙂
Cris Duarte é mãe, psicóloga e uma das responsáveis pela popularização das fraldas de pano no Brasil. Formada em Psicologia, desde 1984, trabalhou em pré-escolas e no Agapanto (Grupo Especializado em Educação), com desenvolvimento de crianças e adolescentes e orientação de pais e educadores. Desde que decidiu ser mãe, tinha a certeza de que não usaria fraldas descartáveis, principalmente pelas questões ecológicas e conforto do bebê. Naquela ocasião, por volta de 2003/ 2004, nem se falava em fraldas de pano modernas, e o que ela pensava era usar aquelas antigas mesmo, com calça plástica. Em 2007, ela e sua irmã Mônica, descobriram as fraldas ecológicas – versão muito mais prática e durável do que as antigas – e juntas, resolveram pesquisar e empreender.
Um fato curioso é que Cris esperou sua filha durante 6 anos e 10 meses, que chegou por adoção, bem quando a Dipano ainda era um bebê, em 2010. Hoje, Cris Duarte também é autora do blog Dipano, e aqui compartilha artigos exclusivos que ajudam pais e mães de todo o Brasil a terem uma vida muito mais fácil e ecológica.