Principais fases do trabalho de parto: conheça os sinais!

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Na reta final da gestação — a partir das 37 semanas —, é comum que as mães e as pessoas que as cercam fiquem em estado de alerta aos sinais que marcam o início do trabalho de parto, que pode se manifestar em diferentes etapas para cada mulher. E por isso é importante que a mãe e todos os envolvidos estudem as fases do trabalho de parto antes de chegar a hora.

O trabalho de parto é dividido basicamente em quatro partes, que na maioria das vezes podem durar de sete a vinte horas, dependendo da velocidade em que todos os estágios que vamos conferir no texto acontecem.

Ao compreender o que acontece em todas as etapas do trabalho de parto, fica mais fácil identificá-las e imaginar quanto tempo ainda falta para tomar as medidas necessárias quando chegar o momento.

Para ficar por dentro de tudo que ocorre em cada fase, e conferir algumas informações e dicas que podem te ajudar em todo esse processo, continue a leitura!

1. Dilatação — Contrações ritmadas

A primeira fase do trabalho de parto começa quando o bebe desce em direção ao colo do útero, etapa em que ele começa a empurrar o útero com o próprio peso, estimulando as contrações uterinas e a dilatação do colo do útero.

Todo esse processo faz com que a placenta comece a segregar em alto nível a relaxina, um hormônio que relaxa os ossos pélvicos, dando espaço para o útero em expansão e abrindo a saída pélvica.

Agora que você compreendeu o que acontece no corpo da mulher nessa preparação, vamos aos fatos da fase de dilatação.

Para que um parto normal aconteça, é necessário que o colo do útero dilate 10 cm de diâmetro. E a partir daqui podemos dividir a fase de dilatação em duas outras etapas: a fase latente e a fase ativa.

Fase latente

Na fase latente temos o início das contrações e o aumento gradativo da sua frequência e intensidade, até o útero atingir 5 cm de dilatação (a metade do que é necessário para o nascimento de um bebê por parto normal).

Leia também: Tipos de partos: conheça-os e escolha o ideal para você

Fase ativa

Ao entrar na fase ativa, não haverá dúvidas de que as contrações possuem ritmo, intensidade e uma alta frequência.

A partir desse momento é que consideramos de fato o início do trabalho de parto, pois o colo está completamente dilatado e pronto para o bebê sair.

2. Expulsão — Nascimento do bebê

A segunda etapa do trabalho de parto é denominada expulsão, pois se trata exatamente da expulsão do feto, que se dá no nascimento do bebê. Nessa etapa as contrações são diferentes e a vontade de fazer força se torna uma necessidade incontrolável.

Nesse momento, a mãe deve fazer uma força semelhante ao movimento de expulsão de fezes, prendendo o ar até a chegada da próxima contração, momento em que ela fará força somando com a força do útero e do próprio bebê simultaneamente. Essa fase não deve durar mais de 30 minutos para que o bebê não entre em sofrimento.

3. Dequitação — Saída da placenta

A fase de dequitação diz respeito à etapa de expulsão da placenta. Isso ocorre depois que o bebê nasceu e teve seu cordão umbilical cortado, um momento em que o útero continua fazendo contrações de forma natural, até expelir a placenta. Esse processo deve levar de 5 a 10 minutos.

Depois disso, o útero começa a se contrair para voltar ao seu tamanho normal, uma contração chamada de involução. Esse movimento também permite que os órgãos da mãe retornem para os seus lugares originais após a movimentação gerada pela gravidez.

4. Greenberg — A primeira hora do pós-parto

Após a dequitação toda a parte ativa do trabalho de parto já acabou. Porém, a fase greenberg existe para tratar a primeira hora após a expulsão da placenta. Nessa fase o médico e sua equipe devem observar a mãe e checar se não há sinais de hemorragia.

Neste período, mãe, observe seus sangramentos após a saída da equipe, e se notar que é excessivo, busque ajuda!

Com isso chegamos ao fim definitivo do trabalho de parto e o início de muitas fases novas — como a exterogestação. Não sabe do que se trata? Veja em nosso post o que essa etapa significa e formas de lidar com ela: “Exterogestação, uma gestação que acontece depois do parto”.

O que são as falsas contrações de trabalho de parto?

Ao final da gravidez, os níveis de progesterona — hormônio responsável por relaxar o músculo liso do útero — aumentam, impedindo que o útero contraia e expulse o bebê antes do momento previsto. Os níveis desse hormônio aumentam no corpo da mulher a partir do início da gestação, e por volta de 37 semanas começam a cair.

Essa diminuição causa algumas contrações fracas em algumas mulheres ao final da gravidez, o que não significa que o trabalho de parto começou, mas pode confundir muitas de nós. Por isso são chamadas de contrações de trabalho de parto ou, como também são conhecidas, contrações de Braxton Hicks.

Como é a dor durante o parto?

De modo geral, as dores do parto são causadas pela contração e distensão dos músculos envolvidos nas contrações e no nascimento do bebê. Algo que pode variar conforme a sensibilidade da mãe e as diferentes fases do parto.

Na etapa de dilatação, a dor se assemelha a uma cólica forte somada à sensação de “músculos puxando”, que vem somente do momento das contrações. Uma dor que começa abaixo do abdômen e pode se espalhar pelas coxas e a lombar.

Partindo para a fase de expulsão do feto, essa dor se torna mais profunda e mais intensa, incluindo agora a movimentação dos ossos pélvicos que vai ajudar a permitir a saída do bebê. Agora a dor atinge o abdômen, a lombar, a vagina e as nádegas.

Qual tipo de parto dói mais?

Entre o parto cesariano e os diferentes tipos de parto normal (humanizado, de cócoras, na água, etc.), sem dúvidas as variações de parto normal vão doer mais do que o parto com cesárea. Afinal, a cesariana se trata de um procedimento cirúrgico em que a mãe será anestesiada e não sentirá dor alguma durante o parto.

Apesar disso, a recuperação da mulher no parto cesárea será muito mais lenta e dolorida, e pode manter a mulher no hospital de 3 a 5 dias, enquanto em um parto normal a mãe geralmente recebe alta hora depois e segue com o repouso domiciliar.

Quanto aos tipos de parto normal, não há uma definição de qual deles dói menos, porque a dor será sempre muito relativa ao corpo e a sensibilidade de cada mulher.

Essa foi a explicação resumida que preparei para vocês com cada fase do trabalho de parto, e um pouco das mudanças que acontecem no corpo da mãe durante esse processo. Com esse texto espero ter contribuído para tornar essa experiência tão marcante em um momento um pouco mais leve de ser vivido!

Se os assuntos sobre maternidade, fenômenos do pós-parto, sustentabilidade e comportamento infantil te interessam, continue acompanhando as postagens do blog. Estou sempre trazendo novidades por aqui!

Aproveite e compartilhe esse conteúdo com a mamãe de primeira viagem e os familiares que você conhece para que todos se informem sobre as etapas do trabalho de parto!

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